Aquilo que vou abordar
hoje é algo que tenho vindo a refletir já desde há muito tempo e que se soltou hoje
em mim, como um pássaro que, com a janela da sua gaiola aberta, voa com as suas
asas em direção ao infinito. É assim que me sinto quando escrevo. Livre, leve e
solta. E feliz, por poder partilhar o que me vai no coração e abraçar com
carinho, todos aqueles que me leem, sejam la quais forem. Se no final do texto
de hoje algum de vocês se interrogar sobre aquilo que faz, já me darei por
feliz, porque pelo menos mudei o mundo de um pequeno grande alguém, que dedicou
um momento do seu dia a sentir o que o meu coração diz e que tanto deseja
partilhar.
Não me acho no direito
de criticar quem quer que seja, ou o que quer que seja. Não é esse o meu
objetivo, de facto. Tenho em mim e acredito que cada um age nas situações
mediante aquilo que é e aquilo que viveu um dia, mediante as emoções que o
preenche e aquilo que sente, mediante as suas circunstâncias e do meio em que
está inserido, mediante a sua visão do mundo, que não é melhor nem pior que a
minha, mas sim simplesmente é a sua realidade. Tal como a minha. O que a vida me ensinou
até hoje é que, mais do que ocupar os meus pensamentos com julgamentos em
relação àquilo que os outros são, devo preocupar-me com o que sou, com o que faço,
com o que digo. É este o motivo pelo qual hoje, e a cada dia que passa, estou centrada
em melhorar o ser humano que sou. E, neste caminho que é meu, não posso de
facto deixar de estar grata a todos aqueles que me têm ajudado a construir. Julgamentos e opiniões aparte
(que não passam disso: ideias próprias e pessoais acerca do mundo) o que me
leva a escrever hoje são as nossas atitudes.
Dedico este Post aos meus
amigos que têm filhos, e àqueles que pensam ter um dia. Dedico também a todos
os avós, que já foram pais um dia e que agora são-no por uma segunda vez, mais
doce, mais serena, mais tranquila. Dedico estas palavras, a todos vocês, que
têm primos, sobrinhos, ou filhos de amigos pequenos. Sem esquecer também,
aqueles meus amigos professores ou educadores do mundo, papel muitas vezes
esquecido ou desvalorizado, mas de grande magnificência, dado o impacto que tem
certamente no futuro de pequenos seres que tanto adoro e que me fazem crescer,
sempre que os acompanho: as crianças. Dou por mim muitas
vezes a pensar no porquê de muitas pessoas viverem como se tomassem vinagre
todos os dias ao pequeno-almoço, e terem atitudes que me envolvem de uma nuvem
de interrogações: serão pessoas, ou extraterrestres que visitam o nosso mundo e
nada sabem daqueles que nele habitam?
Estas pessoas, não são ninguém,
nem alguém. Podemos ser todos nós, em dias mais agrestes, em que acordamos
virados do avesso. Ah pois, não há pessoas perfeitas, certo? Falo de pessoas que não
refletem sobre os seus atos, e que nada fazem para terem atitudes generosas,
serenas, ou apaziguadoras do mundo que as rodeia. E que se deixam muitas vezes
por levar com emoções do momento, ou algo mais que isso. Acredito que possa não
ser em consciência, mas é importante estarmos cientes que isto pode ser feito
por qualquer um, pois ninguém é melhor que ninguém, principalmente quando não
pensamos sobre isto, e que tem impacto sobre os outros. Teorias e conceitos há
parte a minha tenho uma tese comprovada pela minha experiencia e pelo que vejo
- comportamento gera comportamento. Simples não é? Muitas das atitudes que
pessoas como nós têm, vêm daquilo que sempre viram fazer, e que como tal, nunca
se preocuparam em analisar se é bom ou mau, justo ou injusto, mas que, por ser
simplesmente aquilo que sempre viram fazer, é aquilo que fazem.
Formações e títulos à
parte, coisas que a mim sinceramente não me dizem nada, há algo nas pessoas que
as constrói, ou que as destrói. Tudo depende da forma como são vividas. Falo da
Educação, do Exemplo, daquilo que vemos nos outros e que nos inspira. Não sei se sabem, mas
falo aqui de um conceito muito tradicional em Psicologia, que é a aprendizagem
Vicariante ou modelagem comportamental. As crianças (sim, esses seres que já
fomos um dia) fazem aquilo que veem fazer. E não adianta virmos cheios de
moralismos, e retóricas baratas do dia-a-dia do tipo “olha para o que eu digo,
e não olhes para o que eu faço” que não é isso que as vai inspirar a serem ser
humanos brilhantes, lutadores, pautados por amor e amizade, na busca pela excelência.
Por isso, deixo apenas uma questão:
Que tipo de crianças (os
futuros adultos do amanhã) queremos educar?
Indivíduos
materialistas, egoístas, que não sabem ser e priorizam o ter?Ou seres humanos fantásticos, cheios de valores ricos, e com personalidades deliciosas e inspiradoras?
Para aumentar ainda
mais a controvérsia, deixo aqui um apontamento de um recente mapeamento levado
a cabo pela ONU e que detetou que mais de 1400 crimes vêm a ser mostrados,
semanalmente, em desenhos animados para crianças. Mais, o que referir dos
ensinamentos presentes nos jogos de vídeo, onde o objetivo central é destruir? Pessoas,
bonecos, casas, enfim… Infelizmente, tenho vindo a pensar que ensinamentos
destrutivos têm ocupado as mentes das crianças cada vez mais cedo.
É isto que queremos
para o nosso mundo?
São Pessoas como Nós que fazem a diferença dia após dia.
Sejamos adultos
inspiradores e felizes. O que quer que isto signifique.
Vale a pena pensar
nisto.
FM
Como as imagens valem
mais do que mil palavras, se duvidas existirem sobre o que falo aqui, deixo um
pequeno vídeo. Mostra por si só, o que possa não ter conseguido transmitir.

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