sexta-feira, 28 de março de 2014

Pessoas como Nós



Aquilo que vou abordar hoje é algo que tenho vindo a refletir já desde há muito tempo e que se soltou hoje em mim, como um pássaro que, com a janela da sua gaiola aberta, voa com as suas asas em direção ao infinito. É assim que me sinto quando escrevo. Livre, leve e solta. E feliz, por poder partilhar o que me vai no coração e abraçar com carinho, todos aqueles que me leem, sejam la quais forem. Se no final do texto de hoje algum de vocês se interrogar sobre aquilo que faz, já me darei por feliz, porque pelo menos mudei o mundo de um pequeno grande alguém, que dedicou um momento do seu dia a sentir o que o meu coração diz e que tanto deseja partilhar.
Não me acho no direito de criticar quem quer que seja, ou o que quer que seja. Não é esse o meu objetivo, de facto. Tenho em mim e acredito que cada um age nas situações mediante aquilo que é e aquilo que viveu um dia, mediante as emoções que o preenche e aquilo que sente, mediante as suas circunstâncias e do meio em que está inserido, mediante a sua visão do mundo, que não é melhor nem pior que a minha, mas sim simplesmente é a sua realidade. Tal como a minha. O que a vida me ensinou até hoje é que, mais do que ocupar os meus pensamentos com julgamentos em relação àquilo que os outros são, devo preocupar-me com o que sou, com o que faço, com o que digo. É este o motivo pelo qual hoje, e a cada dia que passa, estou centrada em melhorar o ser humano que sou. E, neste caminho que é meu, não posso de facto deixar de estar grata a todos aqueles que me têm ajudado a construir. Julgamentos e opiniões aparte (que não passam disso: ideias próprias e pessoais acerca do mundo) o que me leva a escrever hoje são as nossas atitudes.
Dedico este Post aos meus amigos que têm filhos, e àqueles que pensam ter um dia. Dedico também a todos os avós, que já foram pais um dia e que agora são-no por uma segunda vez, mais doce, mais serena, mais tranquila. Dedico estas palavras, a todos vocês, que têm primos, sobrinhos, ou filhos de amigos pequenos. Sem esquecer também, aqueles meus amigos professores ou educadores do mundo, papel muitas vezes esquecido ou desvalorizado, mas de grande magnificência, dado o impacto que tem certamente no futuro de pequenos seres que tanto adoro e que me fazem crescer, sempre que os acompanho: as crianças. Dou por mim muitas vezes a pensar no porquê de muitas pessoas viverem como se tomassem vinagre todos os dias ao pequeno-almoço, e terem atitudes que me envolvem de uma nuvem de interrogações: serão pessoas, ou extraterrestres que visitam o nosso mundo e nada sabem daqueles que nele habitam?
Estas pessoas, não são ninguém, nem alguém. Podemos ser todos nós, em dias mais agrestes, em que acordamos virados do avesso. Ah pois, não há pessoas perfeitas, certo?  Falo de pessoas que não refletem sobre os seus atos, e que nada fazem para terem atitudes generosas, serenas, ou apaziguadoras do mundo que as rodeia. E que se deixam muitas vezes por levar com emoções do momento, ou algo mais que isso. Acredito que possa não ser em consciência, mas é importante estarmos cientes que isto pode ser feito por qualquer um, pois ninguém é melhor que ninguém, principalmente quando não pensamos sobre isto, e que tem impacto sobre os outros. Teorias e conceitos há parte a minha tenho uma tese comprovada pela minha experiencia e pelo que vejo - comportamento gera comportamento. Simples não é? Muitas das atitudes que pessoas como nós têm, vêm daquilo que sempre viram fazer, e que como tal, nunca se preocuparam em analisar se é bom ou mau, justo ou injusto, mas que, por ser simplesmente aquilo que sempre viram fazer, é aquilo que fazem.
Formações e títulos à parte, coisas que a mim sinceramente não me dizem nada, há algo nas pessoas que as constrói, ou que as destrói. Tudo depende da forma como são vividas. Falo da Educação, do Exemplo, daquilo que vemos nos outros e que nos inspira. Não sei se sabem, mas falo aqui de um conceito muito tradicional em Psicologia, que é a aprendizagem Vicariante ou modelagem comportamental. As crianças (sim, esses seres que já fomos um dia) fazem aquilo que veem fazer. E não adianta virmos cheios de moralismos, e retóricas baratas do dia-a-dia do tipo “olha para o que eu digo, e não olhes para o que eu faço” que não é isso que as vai inspirar a serem ser humanos brilhantes, lutadores, pautados por amor e amizade, na busca pela excelência. Por isso, deixo apenas uma questão:

Que tipo de crianças (os futuros adultos do amanhã) queremos educar?
Indivíduos materialistas, egoístas, que não sabem ser e priorizam o ter?

Ou seres humanos fantásticos, cheios de valores ricos, e com personalidades deliciosas e inspiradoras?

Para aumentar ainda mais a controvérsia, deixo aqui um apontamento de um recente mapeamento levado a cabo pela ONU e que detetou que mais de 1400 crimes vêm a ser mostrados, semanalmente, em desenhos animados para crianças. Mais, o que referir dos ensinamentos presentes nos jogos de vídeo, onde o objetivo central é destruir? Pessoas, bonecos, casas, enfim… Infelizmente, tenho vindo a pensar que ensinamentos destrutivos têm ocupado as mentes das crianças cada vez mais cedo.
É isto que queremos para o nosso mundo?
São Pessoas como Nós que fazem a diferença dia após dia.
Sejamos adultos inspiradores e felizes. O que quer que isto signifique.

Vale a pena pensar nisto.
FM
Como as imagens valem mais do que mil palavras, se duvidas existirem sobre o que falo aqui, deixo um pequeno vídeo. Mostra por si só, o que possa não ter conseguido transmitir.


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