Agosto, mês de Acasos e Ocasos!
De pé em frente à porta do meu pequeno terraço, a beber um copo de água para matar a sede que invade o meu corpo, e a minha alma, olhando o céu limpo e coberto de pequenas estrelas bem cintilantes, dou por mim a sentir uma enorme vontade de voltar a escrever.
Não deixa de ser curioso, que é quando mal sinto, que dou por mim a abrir o computador e a entrar no Blog que iniciei há dez anos, em Agosto. Dez anos separam o primeiro texto que escrevi, e estas palavras que nutro agora. Dou por mim a ler e a recordar as inúmeras mensagens que partilhei, com pensamentos do coração e que brotaram de mim, à flor da pele...
A essência de que sou feita é a mesma. Eu, não. A minha vulnerabilidade. As minhas emoções. A minha fé. O amor que nutro pela vida. São sem dúvida hoje a minha Força. Mas nada, nada é o mesmo. Porque estes dez anos que separam fizeram com que continuasse a mergulhar em mim, e a entregar-me sem rede aos meus desejos, assumindo a responsabilidade de cada um deles.
Estamos em Agosto, e curiosidade, ou talvez não, foi em Agosto que também escrevi o último texto, já lá vão nove anos.
Quem me conhece sabe que tenho uma visão holística da vida, e que não acredito em coincidências. Nada acontece por acaso. Somos o que vibramos. Somos o que pensamos. Somos a fé que abraçamos. Talvez seja por isso que foi exatamente há um ano, em Agosto, que morri, e nasci de novo, após exatamente 40 anos de existência. Exatamente em Agosto.
Morri quando deixei para traz a mulher que fui, a dor que carregava, os sonhos desfeitos, o olhar baço, o corpo magro, doente e desnutrido, de sabor e de amor.
Nasci quando me levantei, deixei tudo para traz, e acordei cheia de esperança, de sonhos, de fé, de amor, de alegria, de uma força brutal, que me guia e me move até hoje!
E quando me perguntam de onde é que vem a luz que me ilumina, o sorriso com que presenteio todos os que me rodeiam, o brilho que emana do meu olhar, eu digo que vem do amor que carrego no peito, das responsabilidades que assumi, de todos os livros que li, de todas as pessoas que amei, de todas as dores que carreguei.
Muito me orgulha de, a partir de hoje, começar a (trans)crever novamente. Para poder inspirar todos e todas aquelas que me queiram seguir, até ao por do sol <3
Com amor, Fábia

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