Existem no mundo fios invisíveis que
ligam todos aqueles que estão destinados a se encontrar. Obra do destino, querer,
coincidência ou não, acredito profundamente que as pessoas passam na nossa vida
com algum motivo, percetível ou não no imediato, mas que, mais tarde ou mais
cedo, acabamos por entender.
E assim a vida se constrói através de descobertas, de laços imaginários, e tudo se vai encaixando até o puzzle se completar e tudo fazer sentido. E assim acabamos por crescer e evoluir como seres humanos, se quisermos, pois o maior motor do mundo é a vontade. E há pessoas que não crescem nem mudam, não por falta de capacidade, mas sim de vontade.
De facto, não há nada mais difícil neste mundo para falar como as relações humanas, isto é relações entre pessoas com quem nos cruzamos, partilhamos ideias, emitimos opiniões ou breves sorrisos, pessoas com quem nos divertimos, sonhamos, empreendemos, ou sei lá… um sem número de verbos sobre os quais me perderia a escrever nesta folha, se por aqui diante continuasse.
Existem relações amorosas, amistosas, profissionais, associativas, familiares, sociais, relações alegres, monótonas, cheias de amor, cheias de nostalgia, pintadas de memórias, e outras de histórias que nunca mais acabam, enfim, um sem número de pessoas e relações que crescem e que dão vida aos nossos dias até ao dia em que o sol se puser e não mais voltar.
Mas, o que é isto de estar em relação?
Estar em relação significa estar em contacto, num sentido de totalidade consigo e com os outros. Acredito que quando escrevo a palavra “relação” a maior parte das pessoas pense de imediato numa ligação com outras pessoas, quaisquer que essas pessoas sejam, e esquece-se que antes de estarmos em relação com os outros, temos obrigatoriamente de estar em relação connosco mesmos.
Será que estamos?
Será que pensamos nisto, com tudo o que isto significa?
E assim a vida se constrói através de descobertas, de laços imaginários, e tudo se vai encaixando até o puzzle se completar e tudo fazer sentido. E assim acabamos por crescer e evoluir como seres humanos, se quisermos, pois o maior motor do mundo é a vontade. E há pessoas que não crescem nem mudam, não por falta de capacidade, mas sim de vontade.
De facto, não há nada mais difícil neste mundo para falar como as relações humanas, isto é relações entre pessoas com quem nos cruzamos, partilhamos ideias, emitimos opiniões ou breves sorrisos, pessoas com quem nos divertimos, sonhamos, empreendemos, ou sei lá… um sem número de verbos sobre os quais me perderia a escrever nesta folha, se por aqui diante continuasse.
Existem relações amorosas, amistosas, profissionais, associativas, familiares, sociais, relações alegres, monótonas, cheias de amor, cheias de nostalgia, pintadas de memórias, e outras de histórias que nunca mais acabam, enfim, um sem número de pessoas e relações que crescem e que dão vida aos nossos dias até ao dia em que o sol se puser e não mais voltar.
Mas, o que é isto de estar em relação?
Estar em relação significa estar em contacto, num sentido de totalidade consigo e com os outros. Acredito que quando escrevo a palavra “relação” a maior parte das pessoas pense de imediato numa ligação com outras pessoas, quaisquer que essas pessoas sejam, e esquece-se que antes de estarmos em relação com os outros, temos obrigatoriamente de estar em relação connosco mesmos.
Será que estamos?
Será que pensamos nisto, com tudo o que isto significa?
Estar ligado a nós implica conhecer-nos,
e pensar verdadeiramente nos nossos desejos e motivações mais intrínsecas. E
depois disto, agir em consonância com isto mesmo.
Estar em consonância é estar em harmonia.
Como podemos querer estar em paz com o resto, se por vezes os maiores conflitos partem de dentro de nós? As guerras interiores causam mais inquietação que os conflitos que podemos ter com os outros.
Como podemos exigir dos outros respeito, se na maior parte das vezes não nos respeitamos? Nem a nós, nem às nossas vontades, desejos, aspirações e até a nossa própria identidade, ficando à mercê do que os outros esperam de nós.
Como é que podemos querer que alguém nos aceite se nós próprios não nos aceitamos inteiramente, com todas as nossas características que nos estão inerentes? Quando falo de características, falo de traços físicos, de personalidade, estrato social e económico, ou seja, tudo o que nos carateriza, mas que ao mesmo tempo não nos rotula pois somos sempre maiores do que aquilo que temos.
Como é que podemos querer que alguém nos ame, se não nos amamos na nossa plenitude? E o que é isto de amar plenamente? É amar de forma incondicional, aceitando todas as nossas falhas e conquistas, vitórias e derrotas, tudo o que fazemos de bem, e menos bem, congratulando-nos dos pequenos passos e refletindo sobre aquilo que podemos melhorar. Somos muitas vezes os juízes mais duros das nossas ações, carregamos nos ombros dores eternas, castigos tão pesados que fazem a nossa vida livre, numa prisão.
Estar em consonância é estar em harmonia.
Como podemos querer estar em paz com o resto, se por vezes os maiores conflitos partem de dentro de nós? As guerras interiores causam mais inquietação que os conflitos que podemos ter com os outros.
Como podemos exigir dos outros respeito, se na maior parte das vezes não nos respeitamos? Nem a nós, nem às nossas vontades, desejos, aspirações e até a nossa própria identidade, ficando à mercê do que os outros esperam de nós.
Como é que podemos querer que alguém nos aceite se nós próprios não nos aceitamos inteiramente, com todas as nossas características que nos estão inerentes? Quando falo de características, falo de traços físicos, de personalidade, estrato social e económico, ou seja, tudo o que nos carateriza, mas que ao mesmo tempo não nos rotula pois somos sempre maiores do que aquilo que temos.
Como é que podemos querer que alguém nos ame, se não nos amamos na nossa plenitude? E o que é isto de amar plenamente? É amar de forma incondicional, aceitando todas as nossas falhas e conquistas, vitórias e derrotas, tudo o que fazemos de bem, e menos bem, congratulando-nos dos pequenos passos e refletindo sobre aquilo que podemos melhorar. Somos muitas vezes os juízes mais duros das nossas ações, carregamos nos ombros dores eternas, castigos tão pesados que fazem a nossa vida livre, numa prisão.
Como podemos querer que as pessoas nos
aceitem, se somos os primeiros a revoltarmo-nos com a nossa vida e a pôr de
parte ou ocultar o nosso lado mais lunar?
Um dos meus autores favoritos, Oscar
Wilde, disse um dia que “amar a si mesmo é o começo de um romance que vai durar
a vida inteira”.
Acho que a maior conquista da vida é a
leveza, o perdão interior, e aquele aconchego que nos damos nos momentos mais difíceis.
E quantas vezes procuramos isto nas outras pessoas, ou nas outras coisas,
descurando o maior amor do mundo: o amor-próprio, que transcende qualquer egoísmo
ou forma individual de estar. Porque antes de existirmos com os outros,
existimos em nós. E se não estivermos consonantes com o que somos
verdadeiramente, vivemos em coma profundo, um estado vegetativo, com ausência da
melhor relação do mundo e que influencia todas as outras: aquela que temos em
nós.
Estas são pontas soltas das quais me venho aperceber ao longo da vida e que eu mesma tento mudar a cada dia que passa. Pontas aparentemente soltas e desprovidas de significado que que vou tendo à frente dos meus olhos, ou que descobri como que por mero acaso. Hoje sei que ás vezes as preocupações com as nossas rotinas e obrigações profissionais não nos permitem olhar para dentro. Ou não nos permitem, ou não nos apetece. Olhar para dentro de nós não é fácil. Viajar dentro de nós mesmos dá trabalho. Muito trabalho Mas ao mesmo tempo, é a viagem mais maravilhosa que cada ser humano pode fazer.
Confrontarmo-nos com a nossa verdade interior é extraordinário, mas ao mesmo tempo assustador. Por isso, passamos a vida a fugir de nós mesmos como o diabo foge da cruz. E assim passamos dias a fio a fazer as mesmas coisas, como que seres autómatos que apenas reagem ao mundo e à vida que o rodeia. Somos muitas vezes marionetas nas mãos de um destino que é tudo menos nosso, fruto de um acaso que alguém escolheu para nós, a aceitamos isso como um toque mágico celestial, que polvilhou as nossas vidas, cheio de coisas que até nem pedimos. E depois queixamo-nos!
Estas são pontas soltas das quais me venho aperceber ao longo da vida e que eu mesma tento mudar a cada dia que passa. Pontas aparentemente soltas e desprovidas de significado que que vou tendo à frente dos meus olhos, ou que descobri como que por mero acaso. Hoje sei que ás vezes as preocupações com as nossas rotinas e obrigações profissionais não nos permitem olhar para dentro. Ou não nos permitem, ou não nos apetece. Olhar para dentro de nós não é fácil. Viajar dentro de nós mesmos dá trabalho. Muito trabalho Mas ao mesmo tempo, é a viagem mais maravilhosa que cada ser humano pode fazer.
Confrontarmo-nos com a nossa verdade interior é extraordinário, mas ao mesmo tempo assustador. Por isso, passamos a vida a fugir de nós mesmos como o diabo foge da cruz. E assim passamos dias a fio a fazer as mesmas coisas, como que seres autómatos que apenas reagem ao mundo e à vida que o rodeia. Somos muitas vezes marionetas nas mãos de um destino que é tudo menos nosso, fruto de um acaso que alguém escolheu para nós, a aceitamos isso como um toque mágico celestial, que polvilhou as nossas vidas, cheio de coisas que até nem pedimos. E depois queixamo-nos!
Queixamo-nos de um trabalho que não nos
realiza.
Queixamo-nos dos filhos, que nos aborrecem com as suas necessidades.
Queixamo-nos do tempo, que não sobra para fazermos coisas tão simples como ir ao ginásio, ou ler um livro numa esplanada de forma relaxada.
Queixamo-nos de um parceiro que não consegue perceber o que precisamos.
Queixamo-nos da falta de momentos agradáveis com os nossos amigos e familiares. Queixamo-nos de um passado que carregamos às costas e não nos deixa viver o presente. Queixamo-nos de tudo, e ao mesmo tempo de nada.
E esquecemo-nos que quando viemos ao mundo, fomos gracejados com a maior bênção que existe à face da terra: o livre arbítrio e a capacidade para pensar, que nos distingue de todos os animais da terra. Que nos permite fazer escolhas, e seguir o caminho que nos dá mais prazer.
É quando olhamos para dentro de nós mesmos que descobrimos a caixa de Pandora mais preciosa. Aquela que carrega os nossos maiores tesouros. Vontades e aspirações, necessidades que ocultamos por conveniência de outros e por vezes de nós mesmos.
Olhar para dentro, é estar em consonância connosco, e implica ouvir a nossa voz interior e perceber o que ela nos diz. Não há nada mais perigoso no mundo que calarmo-nos a nossa, para ouvir a dos outros. Por vezes, mostrar o que se sente não é fácil, implica desacordos com outros, e enfrentar touros e fantasmas que estavam enterrados faz muito tempo. Mas ninguém nos disse que a vida era fácil... apenas podemos estar certos que pode valer muito a pena.
Quanto gostamos de nós?
Vamos colocar o nosso amorómetro no máximo?
Queixamo-nos dos filhos, que nos aborrecem com as suas necessidades.
Queixamo-nos do tempo, que não sobra para fazermos coisas tão simples como ir ao ginásio, ou ler um livro numa esplanada de forma relaxada.
Queixamo-nos de um parceiro que não consegue perceber o que precisamos.
Queixamo-nos da falta de momentos agradáveis com os nossos amigos e familiares. Queixamo-nos de um passado que carregamos às costas e não nos deixa viver o presente. Queixamo-nos de tudo, e ao mesmo tempo de nada.
E esquecemo-nos que quando viemos ao mundo, fomos gracejados com a maior bênção que existe à face da terra: o livre arbítrio e a capacidade para pensar, que nos distingue de todos os animais da terra. Que nos permite fazer escolhas, e seguir o caminho que nos dá mais prazer.
É quando olhamos para dentro de nós mesmos que descobrimos a caixa de Pandora mais preciosa. Aquela que carrega os nossos maiores tesouros. Vontades e aspirações, necessidades que ocultamos por conveniência de outros e por vezes de nós mesmos.
Olhar para dentro, é estar em consonância connosco, e implica ouvir a nossa voz interior e perceber o que ela nos diz. Não há nada mais perigoso no mundo que calarmo-nos a nossa, para ouvir a dos outros. Por vezes, mostrar o que se sente não é fácil, implica desacordos com outros, e enfrentar touros e fantasmas que estavam enterrados faz muito tempo. Mas ninguém nos disse que a vida era fácil... apenas podemos estar certos que pode valer muito a pena.
Quanto gostamos de nós?
Vamos colocar o nosso amorómetro no máximo?
Vale a pena pensar nisto.
FM

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