quinta-feira, 31 de julho de 2014

Redefinir a rota


Qualquer altura é boa para pensarmos no nosso percurso, na nossa vida pessoal e profissional, no entanto há duas fases no ano que são excelentes para balancear a vida, traçar objetivos, pensar no que foi feito e no que ainda poderemos fazer. Excelentes pelo que simbolizam e por aquilo que nos transmitem: o término de uma época e o início de outra. Estas fases são o final do ano, quando um ano dá lugar a outro, e a altura das férias de verão, em que basicamente depois de um ano inteiro a laborar, temos um período mais longo de descanso, e em que recuperamos energias e ficamos aptos para mais um longo período a trabalhar. Em setembro por norma regressamos sempre com energias redobradas e com a certeza que mais um ano nos espera até que as férias cheguem novamente.
Balanceando ou não a nossa vida, o que os estudos demonstram é que as pessoas mais bem-sucedidas são mais focadas, e definem um caminho e traçam objetivos para lá chegar, e vão monitorizando aquilo que vão atingindo e redefinindo, se for o caso, novas metas, e novas formas para o conseguir.
Passamos mais de um terço da nossa vida no trabalho. Será que as atividades que fazemos no dia-a-dia nos fazem feliz e nos dão prazer? Ou pelo contrário arrastamo-nos nas atividades que temos de fazer por obrigação?
Outro terço da nossa vida é passado a dormir. Será que quando nos deitamos, temos ao lado um parceiro que nos faz sentir realizados, mimados e confortáveis, ou pelo contrário deixamos andar uma relação apenas porque não temos a coragem de seguir a nossa vida sozinhos?
O resto da nossa vida é passado com atividades que temos de fazer e que fazem parte da rotina de cada um de nós e outras que vamos ocupando porque nos fazem bem. Há quanto tempo não fazemos algo pela primeira vez? Há quanto tempo não olhamos para nós e percebemos o que nos faz falta e o que temos de quebrar para dar lugar a coisas novas e diferentes?
São muitos os aspetos nos quais podemos de refletir. A vida tem um mundo de oportunidades. Temos é de parar para saber o queremos ou não fazer.
Aproveitemos então esta altura do ano para reorientarmos os nossos desejos e aspirações, e redefinirmos a nossa rota.
Aproveitemos esta fase para pensar no que fizemos de bem a nível profissional, e no que poderíamos ter feito melhor, nas competências que adquirimos ao longo do último ano de trabalho, e naquelas que poderemos vir a alcançar para melhorar o nosso desempenho e até a nossa postura.
Aproveitemos esta fase para pensar nas pessoas que são de facto importantes para nós e que, pelos mais diversos motivos, deixamos passar os dias sem lhes dizer que gostamos delas.
Aproveitemos este tempo, para cuidar de nós e de tudo o que fazemos.
Reforcemos o nosso otimismo.
Acreditarmos em nós e naquilo que somos capazes, é meio caminho andado para nos mantermos motivados e felizes.
Vamos regressar de férias com a bagagem mais leve de preocupações.
Se todas as fases são boas para pensarmos em nós e melhorarmos, esta é a fase ideal para nos reorganizarmos, para analisarmos se estamos no caminho certo.Mas antes de tudo, esta é a fase de pensarmos onde queremos estar, por exemplo, no final do ano. E não nos esqueçamos da velha máxima de Lewis Carroll no livro da Alice no País das Maravilhas: “para quem não sabe para onde quer ir qualquer caminho serve”.

Será que sabemos o nosso?
Vale a pena pensar nisto.

FM

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